sexta-feira, 25 de março de 2011

Ter a facilidade de Facilitar

Abrindo um espaço para trocas no ambiente de trabalho:
Em leitura a um pequeno trecho do livro de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, onde ele faz referências ao ser humano como um ser inacabado e inconcluso, onde cada um sabe o que cabe a sí e o tamanho do seu inacabamento, percebemos que, o que nos compete vai muito além da relação meramente profissional. O espaço profissional, de modo algum deve ser uma roda de conversas paralelas banais, mas sim, um elo de trocas de experiêmcia e crescimento profissional mútuo - se for cultural, ainda melhor.
O olhar inconcluso que Paulo refere sobre a espécie humana gira em torno do crescimento do poder crítico e a busca, que ele refere como "a marcha" em sua última entrevista em abrir de 1997. Pregando, de forma positiva, a desacomodação.
Apartir do momento em que nos abrimos para novas idéias e ideais, fortalecendo a aprendizado da equipe e desmotivando atitudes individualista no âmbito do trabalho no cotidianos, abrimos portas "sem preço" para novos conteúdos e nos valorizamos enquanto pessoa. Ou seja, os profissionais que tem a oportunidade de degustar desse espaço, estarão mais envolvidos com a equipe e com os objetivos da empresa.
Este "espaço" anteriormente mencionado refere-se a oportunidade diária de abertura mútua dos colegas de trabalho em facilitar e mostrar-se disponível a novas experiencias, bem como, abertos a ensinar. Em aceitar a rotina de enriquecimento intelectual através da instrução aos seus "vizinhos organizacionais".

Uso a expressão Vizinho organizacional em oposição irônica a idéia que relato, pois alguns profissionais, ainda que sejam sociaveis, não despertaram a criar relações profissionalmente positivas e sólidas. Por exemplo, temos alguns vizinhos os quais conhecemos de vista e cumprimentamos todos os dias e cordialmente, mas não nos preocupamos em dividir com estes, conteúdos culturalmente úteis. Não tem importância o inicio. Acredito que seja saldável falar do tempo (clima) e de um show ou espetáculo para iniciar, e depois nos resta o poder de manter em um nível aceitávelmente social.

Nossos colegas de trabalho são assim - ainda que acabemos encontrando amizades duradouras exporadicamente - são como vizinhos de condomínio com quem mantemos relações sociais sem confiar detalhes íntimos, mas mantendo a nível de relacionamento sadio o bastante para, até em uma "conversa de condomínio", ter ganhos e trocas de experiências de vida além de institucionais.

Hão pessoas que possuem a facilidade de facilitar, ou seja, percebem que o convivio do grupo é um ambiente de participação e não de divisão de tarefas apenas. Aceitando que ninguém é igual e valorizando os diferentes dons individuais como um conjunto de peças de um tesouro.

Aprender sempre, em qualquer lugar, atuando em qualquer cargo, experenciando diariamente.

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