sexta-feira, 1 de abril de 2011

Case: Nervosismo

É óbvio que o nervosismo ataca todo candidato que necessita de uma vaga. Para quem já tem emprego ou está em outra vaga, é mais fácil, não tem essa necessidade imediata. Para o mercado, este candidato não está parado, está em movimento no mercado, mas aquele que, por hora ainda não teve oportunidade de atuar em sua área, acabam temendo os selecionadores.
Durante a entrevista coletiva, quem tem mais experiências a citar acaba se destacando e termina deixando de lado aquele candidato que está cheio de vontade de poder doar sua força de trabalho. Deixando transparecer que a idéia não é força de vontade, mas "mão-de-obra semi-pronta".
Para quem está algum tempo tendo uma rotina diária de seleções e entrevistas, onde seu cotidiano está voltada para as novas oportunidades que podem vir a surgir, a preocupação em sair-se bem se torna uma angústia.

Case: Durante uma entrevista coletiva para estágios, percebeu-se uma candidata que apresentava muitas experiências, mas nenhuma voltada para a área em questão. Ao se desenrolar a dinâmica, onde os participantes teriam de expressar uma autobiografia mostrando suas principais qualidades e habilidades, esta moça começou, com expressão séria e um pouco carrancuda, a descrever como via a vida de forma sempre alegre e sorridente. Infatizou, na ocasião, como ela era a expressão da felicidade entre os amigos - séria.
Em um segundo momento, lhe foi questionado a escolha profissional acadêmica, e a menina deu uma resposta que daria um sentido dúbio, que obviamente percebeu. Neste dado instante, a graduanda começou a se explicar e começou a manifestar fisicamente seu estress.
A entrevistadora, que percebeu todo o nervosismo, começou a afirmar o lado negativo da dublicidade de sentido da resposta. Alterou o tom de voz. Modificou sua postura. Encarou-a. Virou um carrasco. Aliviou sua face e ficou serena - relaxou os músculos da face quase em um sorriso social pré-moldado.
Após este breve espaço de tempo em que tudo isso aconteceu, a entrevistadora, com voz motivadora, agradeceu a contribuição da moça nervosa e passou para a próxima.

Sobre o caso, a menina deve ser mesmo um simbolo de alegria dentro da família. Parecia uma moça educada e de bons costumes. Porém, o nervosismo acaba modificando nossas atitudes e transparecendo idéias que não são conveniêntes a situação.



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